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    Ministro das Relações Exteriores do Reino Unido quer dobrar negociações comerciais com Brasil

    Ministro das Relações Exteriores do Reino Unido quer dobrar negociações comerciais com Brasil

    Estratégia britânica contempla estreitar laços com países latino-americanos.

    No último dia de sua viagem oficial ao país (19), William Hague, ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, reiterou a meta de dobrar negociações comerciais com o Brasil até 2015. A iniciativa faz parte da estratégia britânica de estreitar laços com países latino-americanos.

     

    De fato, o Reino Unido vem reconhecendo a importância que o Brasil assumiu no cenário político e econômico mundial. Nos últimos 18 meses, ministros britânicos visitaram o país mais de 15 vezes. “Hoje, nós somos o quarto maior investidor no Brasil.” diz Hague. “Nossas exportações para o Brasil cresceram 23% em 2010 e 9%, em 2011.” E a intenção é que a interação aumente já que companhias britânicas como a British Gas, British Petroleum e Rolls Royce vêm investindo muito no país.

     

    Toda essa atenção traz também novas responsabilidades. Por exemplo, a participação brasileira nos processos de resgate financeiro de nações em crise vai mudar. De receptor da ajuda, o país agora poderá assumir a posição de um dos potenciais doadores. Por outro lado, segundo Hague, é importante que o Brasil não se esqueça das necessidades da sua população que ainda tem uma renda per capitar relativamente baixa. “É tudo uma questão de equilíbrio,” ressalta.

     

    O ministro britânico acredita que existam muitas áreas de interesse mútuo que fortalecerão ainda mais o laço entre os dois países. “Já cooperamos muito também em temas que nem eram considerados importantes vinte anos atrás como mudanças climáticas.” A meta, se cumprida, poderá trazer benefícios para os dois países. Do ponto de vista brasileiro o aumento de investimento estrangeiro pode ajudar a acelerar o desenvolvimento socioeconômico do país. Além disso, o Brasil ganhará mais espaço no cenário global, podendo expressar melhor seus interesses políticos nacionais. Uma coisa é certa: o Brasil não é mais o país do futuro e sim o país do presente. O que precisamos é fazer bom proveito disso.