AsBoasNovas.com - Estudantes americanos combatem o trabalho escravo no mundo - Mundo - Boa notícia para você

  • Home
  • Repórter Boas Novas
  • Economia
  • Bom Para
  • Brasil
  • Biosfera
  • Gente Boa
  • Mundo
  • Boa Voa
  • Arquivo
  • Mundo

    Estudantes americanos combatem o trabalho escravo no mundo

    Estudantes americanos combatem o trabalho escravo no mundo

    Vogeltanz: “Essa geração tem o potencial para acabar com a escravidão”

    Cerca de 42 mil estudantes universitários se reuniram na Geórgia, EUA, para apoiar a luta global contra a escravidão. Nos quatro dias que estiveram reunidos (2 a 5 de janeiro), eles arrecadaram mais de 2,6 milhões de dólares. O encontro foi organizado pela Passion Conference, evento que reúne estudantes universitários de 18 a 25 anos de idade anualmente.

     

    Ainda que pareça absurdo falar de escravidão nos dias de hoje, a realidade é que há cerca de 27 milhões de pessoas no mundo que vivem em regime de trabalho escravo. De acordo com a Organização Internacional de Trabalho (OIT), vítimas do trabalho forçado poderiam render  cerca de 20 bilhões de dólares por ano se estivessem trabalhando legalmente.

     

    É por isso, que em 2012 a Passion Conference decidiu fazer a luta contra a escravidão contemporânea, o foco da sua campanha ‘Do Something Now’. O dinheiro que foi arrecadado no evento será usado para iniciativas de combate ao tráfego humano, um dos grandes gargalos do que se considera escravidão nos dias de hoje. “Essa geração tem o potencial para acabar com a escravidão,” alega Bryson Vogeltanz, coordenador-chefe da campanha ‘Do Something Now’.

     

    Esse esforço vai além da Passion Conference e sua campanha. Desde 2011, a CNN também vem desenvolvendo o ‘The Freedom Project’. A iniciativa – que já tem seis projetos na Índia, Nepal, Camboja e Ucrânia – tem como objetivo educar as pessoas sobre os riscos do tráfego humano, ajudar aqueles que ainda estão submetidos a regimes de mão de obra escrava e proporcionar abrigo para aqueles que são libertados.

     

    No Brasil

     

    O Brasil vem tentando combater o problema da escravidão, desde 2003, através de inspeções laborais. De acordo com o relatório da OIT publicado em 2009, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) tem sido o elemento chave da estratégia do governo. Entre 1995 e 2010, mais de 39 mil trabalhadores em regime de mão de obra escrava foram resgatados pelo GEFM. Em 2010, 305 fazendas foram inspecionadas e 2.617 trabalhadores escravos foram libertados.

     

    Quase 125 anos depois da Lei Áurea, ainda há ‘escravos’ no Brasil e no mundo. Por isso, é bom saber e apoiar iniciativas que expõem práticas escravas e lutam para mudar esta realidade. Afinal, para que o mundo realmente possa prosperar, devemos estabelecer a igualdade.

     

    Para assistir as reportagens, ou participar do The Freedom Project da CNN, clique aqui.

     

    Para doar para a campanha ‘Do Something Now’, clique aqui.